ENTRAR NA DANÇA E LUCRAR COM ELA

 O advento da internet impôs a todas as companhias – que quisessem continuar prosperando – a urgência de acompanhar os avanços. Uma empresa sem fanpage no Facebook está atrasada; se não tiver site então, pode ser considerada obsoleta. Grandes corporações começaram a contratar equipes de comunicação para conseguir se modernizar e construir uma marca atraente aos consumidores online. Mas e empresas de comunicação em si, como se integram a tudo isso?

O crescimento das redes trouxe dois lados da moeda ao Jornalismo possibilidades incríveis de velocidade da informação e recursos para melhorá-la, mas também a ameaça de extinção da sua mais consolidada e lucrativa forma de vida. Com acesso fácil a todo um universo a partir de um simples modem, o papel começa a entrar em crise. A demanda de internautas por informação é enorme, porém sua disposição em pagar por ela é quase inexistente.

Apesar das previsões catastróficas, no presente a maior fonte de dinheiro dos jornais ainda vem de sua versão impressa. As vendas asseguram a segurança necessária para atrair grandes investimentos de anunciantes. Porém, não se pode ficar para trás do avanço. Quando concorrentes oferecem notícias em tempo real, a necessidade de acompanhar torna-se urgente. Faz parte da construção da marca e de seu valor no imaginário popular. Ser de peso é ser melhor em todos os âmbitos e o online assumiu um lugar de importância. Para isso é necessário dedicação e capital humano– que são pagos em moeda.

A forma de lucrar com esse conteúdo oferecido “gratuitamente” é baseada em anúncios e propagandas. Alguns sites oferecem conteúdo somente mediante a pagamento, mas isso já se provou ser um erro na maioria dos casos.Em “The Story so Far”(A história até agora), um estudo publicado pela Universidade de Columbia, os problemas desse fato se apresentam.

A audiência virtual dificilmente checa a mesma fonte de informação para todos os assuntos que procura. Muitas vezes o acesso ao site é resultado de uma série de clicks ou pesquisas sobre um determinado acontecimento. Um portal que possua muito conteúdo vai receber muitas visitas, porém serão essas visitas de leitores assíduos? The Story so Far afirma que não.

A partir de análises feitas em diversas empresas, o estudo mostra que mais da metade dos acessos é feito por “Fly-bys” (visitantes ocasionais). Porém, é justamente a garantia de leitores fiéis que baseia a confiabilidade do site e, consequentemente, uma boa receita de propaganda. Assim, uma grande audiência (geralmente medida por visualizações das páginas) não necessariamente significa boas vendas, trazendo problemas para os veículos.

Uma boa solução vista nos casos foi direcionar a linha editorial para um determinado nicho de interesse. “Setorizar ou especializar” o conteúdo para deter algo que nenhum concorrente possa oferecer com a mesma qualidade e, assim, fidelizar. Um bom caso citado é do Dallasnews.com, que possui uma grande cobertura da temporada de jogos escolares locais.

Esse exemplo traz a memória o livro Microtrends (micro-tendências), que cita o uma campanha eleitoral que identificou as “soccer-mums”(mães que não trabalham e acompanham os jogos esportivos dos filhos) como potenciais alvos de campanha. Após o comitê de um partido notar que esse nicho específico não tinha nenhuma proposta de governo voltado a ele, pesquisou qual eram as necessidades dessas mães e seus anseios. Depois do sucesso nas eleições, outros candidatos começaram a considerar esse grupo em suas campanhas. A estratégia pode facilmente ser transportada da política para o jornalismo.

Ao produzir conteúdo direcionado, cria-se algo único, tornando seu produto customizado e, em alguns casos, indispensável. Um setor específico também pode despertar interesse de anúncios que contemplem esse universo, trazendo assim uma solução para o problema da receita publicitária.

O dinheiro dos anunciantes já está em peso nos meios online. Segundo o site de pesquisa “The State of the News Media”, em 2010 a receita publicitária em online superou a de meios impressos e a previsão é de aumento cadê vez maior no investimento, pela popularização de Tablets e Smartfones. Porém, “o problema para o jornalismo é que o crescimento que ocorreu online não foi direcionado a anúncios em notícias”. Os maiores alvos de publicidade são os sistemas de busca, que não dão muito lucro para empresas de mídia. As plataformas de banner e vídeo, muito usadas no jornalismo, não representam nem metade do lucro obtido com a busca online.

Outra solução, dada pelo “The Story so Far”, seria oferecer como produto a experiência adquirida pelas companhias jornalísticas. Grandes portais americanos começaram a vender serviço de consultoria para sites, mudança em suas interfaces, uma melhor posição em buscadores e outros serviços em expertise. Essa realidade talvez não se aplique muito ao cenário brasileiro, que possui empresas de comunicação, publicidade e design que trabalham voltadas diretamente para essa demanda do mercado. Mas, vale saber que o conhecimento que surge a partir de realidades novas e enfrentamento direto de crises serve de produto também.

 

Citados:

MICROTRENDS: THE SMALL FORCES BEHIND TOMORROW’S BIG CHANGES – Mark Penn com E.Kinney Zalesne. Editora Hardcover, 2007.

THE STATE OS THE NEWS MEDIA – Pew Research Center’s Project for Excellence in Journalism – An annual report on American Journalism – 2011

THE STORY SO FAR – WHAT WE KNOW ABOUT THE BUSINESS OF DIGITAL JOURNALISM – Bill Grueskin, Ava Seave e Lucas Graves. Columbia Journalism School, 2011.

 

– os termos em inglês do texto receberam traduções livres.

BLOGROLL

Para finalizar a série de tutoriais de blog, uma ferramenta muito utilizada e chatinha de configurar.

Tutorial Intermediário II

Acessando a barra lateral, escolha Apresentação > Widgets.

Dentre as dezenas de opções, você encontrará “Links”. Arraste a aba até sua área de menus do blog e solte na posição que preferir. Essa é a ordem que aparecerá na sua página, então vai muito do que você quer priorizar. Quanto mais para baixo, menos será visto.

Depois disso, o menu abrirá para configurações. Se ele não abrir, é só clicar na setinha que fica à direita da aba.

Na primeira separação você pode escolher se quer uma simples relação de links ou se quer a opção de separá-los futuramente por “editorias”. Para a segunda opção, selecione “Todos os links”.

A ordenação e as opções do que pode aparecer junto ao link estão logo abaixo.

Depois disso, é só escolher o que quer e adicionar. Agora, novamente na aba da esquerda, clique em “Links”.

Em “Nome”, coloque as palavras que você deseja para substituir o link em si. Algo como o título do site direcionado ou o nome de seu autor. Em “Categorias” é possível criar as tais editorias que mencionei anteriormente. Crie quantas quiser, lembrando que os links serão separados por elas futuramente – então menos é mais (falando-se de estética do seu blog).

Existem ainda configurações para descrever melhor o link, mas que são pouco usadas. Entre elas está a possibilidade de escolher como a janela será aberta e alguma imagem para criar a ligação do site desejado.

Se montado aos poucos, conforme novas coisas vão aparecendo será tranquilo. Porém, montar um blogroll com vários links pré-selecionados será trabalhoso e demorado…então, boa sorte!

DO BLOG AO DETALHE

Agora que o grosso do Blog já está OK, vamos olhar para detalhes pela primeira vez.

Tutorial intermediário

Todo blog que se preze tem uma contextualização. Você pode escrever sobre suas intenções com seu site, sobre você ou o que vier na telha, mas é importante que exista uma razão de ser para suas publicações.

Para isso existe o menu “About” fornecido já pelos templates. Para editá-lo, acesse a aba Páginas que fica nas opções à esquerda e depois clique no “sobre”.

A partir disso, você poderá alterar o nome da página (para por ex “quem sou eu”, “Meu blog pra quê?” etc) e inserir o texto correspondente. Ao terminar, clique à direita em “Atualizar” e voilà!

Para mudar os menus oferecidos no template acessamos “Aparência” ->”Widgets”. Aqui podemos alterar e excluir os menus. No blog criado de exemplo, excluirei “Meta”. No centro da página estão todas as opções disponíveis no WordPress. Navegue um pouco entre elas para conhecê-las, muitas são úteis.

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Depois de arrumar tantas coisas, provavelmente você pensará em escrever algo. A postagem é bem simples, é só acessar na aba lateral “Posts”. Para alterar qualquer uma das postagens é só selecioná-la na lista que aparecerá e para criar uma nova clique em “Adicionar Novo”.

Ao terminar de compartilhar o que deseja, observe o lado direito da tela.


O “Formato” determinará o tipo de postagem que você quis realizar. Experimente cada uma para observar suas diferenças. A opção “nota”, por exemplo, exibe a opção de comentário mais discreta. Já a opção de Imagem restringe seu texto a uma caixa abaixo da imagem, como uma legenda.

No menu “Categorias” você pode definir uma série de tipos de assuntos, por exemplo. Se for um site de entretenimento, pode conter categorias Cinema, Teatro, Esporte etc. Elas são facilmente inseridas e aparecerão como links na página do seu blog. Isso ajuda o leitor a acessar diretamente seus temas de interesse, dentro do que você fala em seus textos.

O “Tags” permite que suas publicações sejam mais facilmente encontradas na rede e que você consiga uma maneira mais simples de estabelecer conexão entre seus textos. A definição das tags é simples. Selecione 4 grandes temas dentro do seu texto e crie as tags.

Para visualizar as novas mudanças, acesse https://meublog2011x.wordpress.com/.

Coloquei uma imagem, uma  citação e abaixo uma nota para vocês conferirem já algumas diferenças.

DA IDEIA AO BLOG

O começo de qualquer publicação é o desejo de compartilhar. Depois da ideia, escolhe-se a plataforma. O texto muitas vezes tomará determinado formato de acordo com essa escolha: diário, jornal, livro, revista, blog… e para cada escolha existem ferramentas necessárias.

A opção pelo site começa como um desafio, pois o domínio dos recursos vai além de papel e caneta e adentra o universo de linguagens de programação, uso de softwares e outras coisas que não estamos acostumados. Porém, as plataformas disponíveis de blogs  vêm para agilizar o processo, oferecendo praticidade  e bons resultados estéticos. Os provedores facilitam tudo com tutoriais em vídeo e menus de rápido acesso, para que não fiquemos perdidos em linguagem de programação.

Getting starded

Existem diversos provedores disponíveis, no caso a escolha foi WordPress.

Antes de qualquer coisa, pense em um nome para a sua página. O título é essencial para a apresentação do conteúdo. Tem que possuir um bom apelo, ser atraente e interessante. A escolha pode ir desde – o chato – seu nome até algo metafórico e pessoal.

Para começar de verdade, acesse a página https://pt-br.wordpress.com/signup/ e complete as lacunas como a figura abaixo:

Ao clicar em “Criar blog”, em laranja, mais abaixo, começará a confecção do site.

Você pode assistir o vídeo oferecido pela WordPress na página principal da sua plataforma de edição do blog – vulgo Dashboard –  ou seguir os passos do tutorial montado a seguir.

Tutorial básico

Ao lado do vídeo, clique em “General Settings”.

Nessa página você fará configurações simples, mas essenciais, como data e hora. É nela também que futuramente você poderá alterar seu título, descrição e colocar um ícone para o site (a imagenzinha que aparece junto do nome do blog na aba do navegador).

Agora vem uma parte essencial, a escolha do template. O template é o layout da página, a parte estética. Existem mais de 100 opções de desing de templates oferecidos pela WordPress.

Ao clicar no menu “Aparência” na barra lateral esquerda, automaticamente você tem acesso aos modelos disponibilizados. Você pode visualizá-los antes para ter uma noção em escala real do resultado da sua página e depois ativar o que selecionar como preferido.

Não se importe com a imagem e a cor de fundo, essas coisas podem ser alteradas. Porém as outras cores do tema (caixas, títulos etc) ficam como no modelo, então escolha algo que te agrade quase que completamente.

Para alterar a imagem e a cor de fundo acesse os menus “Cabeçalho” e “Fundo”.

Lembrando que é importante saber o tamanho da imagem antes de enviar. No caso do tema Fruit Shake, é de 980 x 285 px.

Para escolher a cor de fundo, o Adobe photoshop é a solução mais simples.

Escolha a cor no software, entre no menu de detalhamento de cores e copie o código dado. No menu “Fundo”, a inserção desse dado é bem simples (lembre-se de não apagar o # que já vem escrito na caixa) e dá opção também de carregar alguma imagem para esse plano.

Veja os grandes resultados dessas simples alterações AQUI e depois comece o seu!